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Educadores relatam vivências e ressaltam evolução no processo de aprendizagem

   11/07/2017
Fonte: Assessoria   

O 6º Encontro Estadual do programa do Sistema Sicredi reuniu profissionais da educação em Cuiabá para dois dias de palestras e troca de experiências

 

Reunindo um público de aproximadamente 530 pessoas, sendo a maioria formada por professores, coordenadores e diretores de escolas das redes pública e privada envolvidas, o 6º Encontro do Programa A União Faz a Vida, realizado pela Central Sicredi Centro Norte nos dias 28 e 29 de junho em Cuiabá, fechou com chave de ouro. As palestras ministradas por profissionais renomados no país foram uma capacitação extra aos docentes, que mergulharam um pouco mais no universo da educação no contexto do programa desenvolvido pelo Sistema Sicredi. Isso foi possível, por exemplo, durante o Painel “Um Espetáculo de Boas Práticas”, mediado por Cristiane de Oliveira Biscaíno, que trouxe relatos de educadores envolvidos no programa.

A coordenadora local do Programa A União Faz a Vida, Simone Pereira Borges, ressaltou alguns benefícios do programa para a comunidade escolar de Campo Verde (a 136 km de Cuiabá). A adesão ao programa ocorreu em 2013 e a rede municipal conta com 13 instituições de ensino e atende 5.600 crianças da Educação Infantil ao Ensino Fundamental 2. “Assessoria na prática pedagógica, diálogo sobre aprendizagem, perspectiva de formação continuada são alguns dos pontos relevantes do programa para os agentes envolvidos no processo de aprendizagem”, destacou Simone acrescentando que a prática do conceito do programa, de que o aluno é o protagonista do aprendizado, a visibilidade das técnicas pedagógicas e a interação com a comunidade ajudam a atingir o objetivo do Programa, que é promover atitudes e valores de cooperação e cidadania por meio de práticas de educação cooperativa.

“Com o Programa colocamos o aluno como centro da aprendizagem, para criar um sujeito crítico e instigar o protagonismo da criança”, emendou a coordenadora local dizendo que, através deste trabalho, a equipe envolvida está conseguindo ressignificar a escola, contribuindo para mudanças importantes e pautadas em valores que vão além do ambiente escolar, refletindo na vida das crianças e contribuindo para criar uma sociedade melhor.

            Outra participante do Painel foi a diretora da creche municipal Menino Jesus, Vanilza Franco, que comentou sobre Gestão Escolar e o Cotidiano Pedagógico na Educação Infantil – vivências coletivas e expressivas que caracterizam uma realidade democrática, participativa e pautada em valores. A unidade de ensino que ela dirige fica em Marcelândia (a 687 km de Cuiabá)  e ela conta que faz questão de atuar efetivamente em todas as atividades relacionadas ao Programa A União Faz a Vida. “Acompanho as expedições investigativas para conhecer mais sobre a metodologia do programa e para dar suporte ao trabalho dos professores. Discutimos as práticas e os métodos pedagógicos e estamos tendo resultados muito bons. Tanto que para o 2° semestre queremos estender esta capacitação ao nosso pessoal do serviço de apoio, que também é educador”.

 

Já o professor Sérgio Oliveira, que leciona na Escola Municipal Eneli Firmo Bandeira Scapinello, em Sapezal (a 498 km da Capital), contou algumas experiências dele com os alunos nas expedições. Sua fala foi conduzida pelo tema Construções Coletivas, Vivências, Significâncias e Emoções no/do Cotidiano Escolar, na qual comentou sobre algumas experiências vivenciadas com os alunos. Segundo ele, a parte que mais gosta desta atividade é o “momento colmeia”, que ocorre na volta das expedições, quando os alunos se reúnem para debater o assunto e escolher o tema que será trabalhado.

            “Ressalto que por ser uma cidade com uma diversidade cultural muito grande – com famílias vindas do Sul, Sudeste e Nordeste para atuar e trabalhar no agronegócio –, as discussões são interessantes e muito ricas. Com isso conseguimos trabalhar valores como respeito à diversidade e identidade”, ressaltou. Com o desenvolvimento do Programa na escola, o professor pontuou as marcas que ficaram até agora: aprendizagem efetiva e significativa dos alunos, protagonismo e comprometimento dos estudantes, participação da comunidade de aprendizagem, exercício pleno da gestão de aprendizagem democrática, quebra de paradigmas docentes, aproximação teoria/prática/universo social, relação afetiva e comprometida entre docente e discente, e troca e experiências e aperfeiçoamento profissional. “Diante disso tudo também destaco a ampliação de horizontes e compreensão dos processos formativos sob a ótica da cooperação e a adoção dos princípios do programa nas atividades e ensino e também na prática vivida”.

    

Palestras

 

Além do Painel “Um Espetáculo de Boas Práticas”, o público presente no 6º Encontro Estadual do Programa A União Faz a Vida acompanhou palestras com especialistas em Educação. A primeira delas foi “Gestão Escolar Democrática”, ministrada por Vitor Paro, que é professor titular “colaborador sênior” da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), onde exerce a docência, a pesquisa e coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas em Administração Escolar (Gepae).

            Ele começou sua palestra definindo o conceito de gestão/administração escolar, até chegar à parte que tratava da democracia no aprendizado. Segundo ele, a gestão escolar é a utilização racional de recursos para atingir a atividade fim, ou seja, são os meios empregados pelos administradores escolares para repassar o conhecimento aos alunos no intuito de formar cidadãos capazes de promover transformações na sociedade. “O educando só aprende se for sujeito, um ser de vontade. E isso vai depender dos métodos adotados pelos educadores para atingir este objetivo”, resumiu acrescentando que a democracia é a convivência entre os sujeitos, respeitando uns aos outros.

            Já a palestra “Transformar o Mundo...Brincando”, proferida pelo arquiteto e urbanista, pós-graduado em Jogos Cooperativos, Edgard Gouveia Júnior, mostrou como a união entre as pessoas tem uma grande força, capaz de promover mudanças importantes. Ele contou que dedica sua vida a mobilizar pessoas para que coloquem a mão na massa com o objetivo de transformar o mundo num lugar melhor. Na avaliação dele, a experiência nos seus projetos  de mobilização das pessoas agrega ao Programa desenvolvido pelo Sicredi. “Recebi vários feedbacks aqui na palestra, de vários professores. Você pode brincar ou convocar, brincar juntos, desafiar juntos em qualquer área que precisar. As comunidades pensam que elas estão só. Sozinhos não damos conta, mas juntos, se uma quadra ou um bairro inteiro cuidar das crianças de rua, por exemplo, muitos problemas serão resolvidos, e rapidamente”, exemplificou.

Gouveia Júnior afirma que os educadores têm uma tarefa árdua no Brasil, porque educar é uma atividade prazerosa, mas ao mesmo tempo sacrificante. “Mas, não precisa ser assim. Quero relembrar ao professor que cada um tem uma comunidade no entorno dele que sonha em ter uma criança bem-educada e está disposta a contribuir para que elas sejam bem-educadas. Algumas não conseguem dar toda a energia que podem, mas podem fazer um pouquinho. E isso faz a diferença”.

Ele acrescenta ainda que os professores não podem ser responsabilizados exclusivamente pela educação das crianças e adolescentes. Os pais também devem ter esta responsabilidade e participar do processo de aprendizagem, ir à escola conversar com o professor. “E os docentes precisam criar formas para atrair os pais para participar da vida escolar da criança, ajudar na manutenção das escolas com ações simples de limpeza, jardinagem, pintura, ou simplesmente fazer uma atividade, como contar uma história às crianças e depois debater em sala de aula. Tudo é válido”.

A última palestra do Encontro foi com Sebastião Rocha, intitulada “Acontece em Todo Lugar”. Ele é idealizador e diretor-presidente do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD), criado em 1984, e do Banco de Êxitos S/A – Solidariedade e Autonomia – criado em 2003, ambos em Belo Horizonte (MG). Sua apresentação no Encontro foi orientada pela premissa de que a escola pode estar em todo lugar. “Na palestra propus a reflexão da potencialidade de cada educador e a capacidade que ele tem de transformar o mundo a partir dele, dos seus alunos, da sua escola. Ele como educador, que seja uma pessoa que se prepare para fazer leituras densas do outro e que coloca como meta, não perder nenhuma criança, não deixar nenhuma para trás”, disse ao complementar que toda criança pode aprender tudo que precisa no seu tempo e no seu ritmo. “O papel do educador é estratégico. Ele é a figura central de um projeto de transformação de realidade e da criação de lugares e de vidas melhores para as pessoas. É isso que espero que fique de mensagem”.

            A gerente de Programas Sociais da Central Sicredi Centro Norte, Andréa Ignácio Passos encerra dizendo que o Programa A União Faz a Vida oportuniza uma reflexão acerca do caminho que os educadores devem traçar para que os alunos possam conhecer conteúdos e vivenciar experiências de forma que torne a aprendizagem significativa e prazerosa. Conclui dizendo que o encontro estadual é uma oportunidade para reunir todos os profissionais envolvidos no programa para um grande intercâmbio para a troca de informações, experiências e claro, conhecimento.

 

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