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Arrecadação federal de R$ 113,9 bi é a maior para setembro desde 2014

   23/10/2019
Fonte: Jornal do Comércio   

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 113,933 bilhões em setembro e ficou praticamente estável em relação ao mesmo mês de 2018, segundo a Receita Federal. Houve um aumento real (já descontada a inflação) de 0,06% no período. Em agosto, o recolhimento de impostos havia registrado alta real de 5,67% na comparação anual. Em relação a agosto, houve queda real de 4,98% em setembro. O valor arrecadado foi o melhor desempenho para meses de setembro desde 2014.

No Rio Grande do Sul, a arrecadação totalizou R$ 5,34 bilhões, representando 0,5% menos em termos nominais do que o valor recolhido em setembro do ano passado. Corrigido pelo IPCA, este percentual corresponde a uma redução real de 3,3%. Deste valor, R$ 1,7 bilhão corresponde a impostos (33,2%), grupo que registrou redução nominal de 5,3% na mesma base de comparação. Outros R$ 3,5 bilhões (66,8%) corresponderam a contribuições, que registraram aumento nominal de 2%.

O resultado nacional, porém, veio próximo do piso do intervalo das expectativas de 19 instituições consultadas, que ia de R$ 113,7 bilhões a R$ 125,5 bilhões, com mediana de R$ 118,4 bilhões. Entre janeiro e setembro deste ano, a arrecadação federal somou R$ 1,129 trilhão, também o melhor desempenho para o período desde 2014. O montante ainda representa avanço de 2,15% na comparação com igual período do ano passado.

As desonerações concedidas pelo governo resultaram em uma renúncia fiscal de R$ 71,5 bilhões entre janeiro e setembro deste ano, valor maior do que em igual período do ano passado, quando foi de R$ 64,6 bilhões. Apenas no mês de setembro, as desonerações totalizaram R$ 7,8 bilhões, valor próximo do verificado em setembro do ano passado (R$ 7,8 bilhões). Só a desoneração da folha de pagamentos custou aos cofres federais R$ 773 milhões em setembro e R$ 6,2 bilhões no acumulado do ano. O Congresso aprovou em agosto de 2018 a reoneração da folha de 39 setores da economia, como contrapartida exigida pelo governo para dar o desconto tributário no diesel.